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Contas no Vermelho: César Tralli destaca déficit histórico das estatais e alerta sobre cenário fiscal no governo Lula

Publicada em: 30/11/2025 07:04 -

Apresentador trouxe à tona dados recentes do Banco Central que mostram o maior saldo negativo para o setor em anos, gerando repercussão sobre a gestão das contas públicas.

 A gestão econômica das empresas estatais voltou ao centro do debate nacional após a divulgação dos dados mais recentes do Banco Central (BC), repercutidos com ênfase pelo jornalista César Tralli em edição recente do telejornal. Os números revelam um cenário desafiador para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: um déficit primário expressivo nas contas das empresas estatais federais, estaduais e municipais.

 

Os Números da Controvérsia

 

Durante a apresentação dos dados, Tralli destacou que o resultado negativo (o chamado "rombo") ocorre quando as despesas das estatais superam as receitas, sem contar os juros da dívida. Segundo o levantamento apresentado, o déficit acumulado em 2024 atinge patamares que não eram vistos há anos, contrastando com superávits registrados em períodos anteriores.

"É um sinal de alerta amarelo piscando forte para a equipe econômica," pontuou a cobertura jornalística, enfatizando que o desequilíbrio nas contas exige atenção imediata para não comprometer a meta fiscal do governo.

 

O Que Dizem os Dados

 

O relatório do Banco Central aponta que o rombo é puxado, principalmente, pelo aumento de gastos e investimentos das empresas federais, excluindo grupos como a Petrobras (que costuma ter contabilidade separada em algumas análises de resultado primário).

Entre os pontos destacados na cobertura estão:

  • Queda na arrecadação de algumas estatais.

  • Aumento das despesas operacionais.

  • Investimentos que ainda não geraram o retorno esperado para o caixa público.

 

Repercussão e O "Choque de Realidade"

 

A fala de Tralli e a exposição clara dos gráficos foram interpretadas nas redes sociais e por analistas de mercado como um "choque de realidade" sobre a situação fiscal. Enquanto o governo argumenta que o déficit é reflexo de uma política de indução do crescimento econômico e retomada de investimentos públicos que estavam parados, críticos apontam para o risco de descontrole das contas e possível aumento da inflação ou juros futuros.

A "verdade" exposta pelos números do Banco Central coloca pressão sobre o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e sua equipe, que buscam equilibrar a promessa de responsabilidade fiscal com as demandas sociais e de infraestrutura do atual governo.

 

O Que Esperar

 

Especialistas ouvidos pelo noticiário indicam que, se a trajetória de déficit continuar, o Tesouro Nacional poderá ter que cobrir o rombo, o que impacta diretamente o orçamento da União e o dinheiro disponível para outras áreas.

A divulgação desses dados reafirma o papel da imprensa em monitorar o uso do dinheiro público, trazendo transparência para o contribuinte sobre como as estatais estão sendo geridas no atual mandato.

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