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Conta de luz dispara em 2026 e pode subir até o triplo da inflação em algumas regiões

Publicada em: 07/02/2026 18:04 -

Por: Redação News WEB RÁDIO

O brasileiro começou 2026 com um alerta ligado: a conta de energia elétrica deve continuar pesando — e muito — no bolso. Segundo projeções de consultorias do setor, como a Thymos Energia, o reajuste médio das tarifas no Brasil deve ficar em torno de 7,64%, o que representa quase o dobro do IPCA previsto para este ano (3,99%). Em casos extremos, algumas distribuidoras podem aplicar aumentos que beiram o triplo da inflação

Por que a conta está subindo tanto?

Especialistas apontam que o aumento não é por um único motivo, mas sim por uma "tempestade perfeita" de fatores econômicos e climáticos:

 

Custos de Transmissão e Encargos: O aumento da rede de transmissão e os subsídios bancados pela CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) — que deve atingir a marca de R$ 52,7 bilhões em 2026 — são os principais vilões.

 

Fator Climático (El Niño): O fenômeno meteorológico deve elevar as temperaturas no segundo semestre, aumentando o uso de ar-condicionado e pressionando o sistema.

 

Bandeiras Tarifárias: Embora o ano tenha começado com bandeira verde, a previsão é que o alívio termine entre abril e maio, com a possibilidade real de acionamento das bandeiras amarela ou vermelha devido ao volume de chuvas abaixo da média histórica.

 

O impacto por região: Quem paga mais?

O reajuste não será uniforme. Enquanto algumas capitais do Nordeste e Sudeste enfrentam altas de dois dígitos, outras regiões podem ter um leve alívio.

 

Distribuidora Projeção de Aumento (2026)

Neoenergia Pernambuco +13,12%

CPFL Paulista +12,50%

Enel Ceará +10,66%

Média Nacional +7,64%

Neoenergia Brasília -3,73% (redução prevista)

Novidade: A Tarifa Horária

Uma mudança estrutural importante para 2026 é a modernização tarifária. O governo e a ANEEL avançam com a implementação da tarifa horária para consumidores residenciais. Isso significa que o preço da energia passará a variar conforme o horário do dia, custando mais caro nos momentos de pico (geralmente entre o fim da tarde e início da noite).

 

Dica de Economia: Para quem tem flexibilidade, deslocar o uso de máquinas de lavar e ferros de passar para períodos de menor demanda (fora do horário de pico) pode gerar uma economia de até 20% na fatura mensal.

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