Por: Redação News WEB RÁDIO
O brasileiro começou 2026 com um alerta ligado: a conta de energia elétrica deve continuar pesando — e muito — no bolso. Segundo projeções de consultorias do setor, como a Thymos Energia, o reajuste médio das tarifas no Brasil deve ficar em torno de 7,64%, o que representa quase o dobro do IPCA previsto para este ano (3,99%). Em casos extremos, algumas distribuidoras podem aplicar aumentos que beiram o triplo da inflação

Por que a conta está subindo tanto?
Especialistas apontam que o aumento não é por um único motivo, mas sim por uma "tempestade perfeita" de fatores econômicos e climáticos:
Custos de Transmissão e Encargos: O aumento da rede de transmissão e os subsídios bancados pela CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) — que deve atingir a marca de R$ 52,7 bilhões em 2026 — são os principais vilões.
Fator Climático (El Niño): O fenômeno meteorológico deve elevar as temperaturas no segundo semestre, aumentando o uso de ar-condicionado e pressionando o sistema.
Bandeiras Tarifárias: Embora o ano tenha começado com bandeira verde, a previsão é que o alívio termine entre abril e maio, com a possibilidade real de acionamento das bandeiras amarela ou vermelha devido ao volume de chuvas abaixo da média histórica.
O impacto por região: Quem paga mais?
O reajuste não será uniforme. Enquanto algumas capitais do Nordeste e Sudeste enfrentam altas de dois dígitos, outras regiões podem ter um leve alívio.
Distribuidora Projeção de Aumento (2026)
Neoenergia Pernambuco +13,12%
CPFL Paulista +12,50%
Enel Ceará +10,66%
Média Nacional +7,64%
Neoenergia Brasília -3,73% (redução prevista)
Novidade: A Tarifa Horária
Uma mudança estrutural importante para 2026 é a modernização tarifária. O governo e a ANEEL avançam com a implementação da tarifa horária para consumidores residenciais. Isso significa que o preço da energia passará a variar conforme o horário do dia, custando mais caro nos momentos de pico (geralmente entre o fim da tarde e início da noite).
Dica de Economia: Para quem tem flexibilidade, deslocar o uso de máquinas de lavar e ferros de passar para períodos de menor demanda (fora do horário de pico) pode gerar uma economia de até 20% na fatura mensal.