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Ex-governador do Rio de Janeiro está preso em regime fechado há seis anos; pena chega a quase 400 anos

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em votação recente, conceder liberdade ao ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. A decisão marca um ponto de virada nos processos da Operação Lava Jato, da qual Cabral era o último réu de peso que ainda permanecia em regime fechado.
O Contexto da Decisão
A Segunda Turma do STF analisou o pedido da defesa que questionava o tempo de duração da prisão preventiva do ex-governador. Os ministros avaliaram se a medida, que se estendia por mais de seis anos, ainda se justificava legalmente ou se configurava uma antecipação de pena.
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Argumento da Defesa: Alegou que a prisão preventiva não pode ter prazo indeterminado e que Cabral já não oferecia risco à ordem pública ou às investigações.
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Voto Vencedor: Prevaleceu o entendimento de que a manutenção da prisão por tempo excessivo, sem uma sentença definitiva (transitado em julgado), feria princípios constitucionais.
O que acontece agora?
Apesar da soltura, Sérgio Cabral não está totalmente livre de restrições. A liberdade concedida pelo STF é acompanhada de medidas cautelares, que podem incluir:
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Uso de tornozeleira eletrônica: Para monitoramento de seus deslocamentos.
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Retenção de passaporte: Impedindo viagens ao exterior.
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Recolhimento domiciliar: Em horários determinados pela justiça.
Nota Histórica: Sérgio Cabral foi preso em novembro de 2016. Suas condenações, somadas em diversos processos, chegaram a ultrapassar os 400 anos de prisão, abrangendo crimes como corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Próximos Passos Jurídicos
A decisão não anula as condenações, mas permite que o ex-governador recorra das sentenças em liberdade ou em regime domiciliar, dependendo do entendimento das demais instâncias onde ele ainda possui processos ativos.