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Narcotráfico: Aviões que transportavam drogas para o Brasil são destruídos em operação no Peru

Publicada em: 17/02/2026 17:19 -

Em uma ofensiva estratégica contra as rotas aéreas do tráfico internacional, forças de segurança peruanas localizaram e inutilizaram aeronaves utilizadas por cartéis na fronteira.

As autoridades do Peru, em colaboração com serviços de inteligência, realizaram nesta semana uma operação de grande impacto contra o narcotráfico na região de fronteira. Diversas aeronaves de pequeno porte, identificadas como os principais vetores de transporte de cocaína para o mercado brasileiro, foram interceptadas e destruídas ainda em pistas clandestinas na selva.

A Rota do "Pó" e o Destino Brasil

O Brasil é hoje um dos principais destinos e centros de redistribuição da droga produzida nos países andinos. Segundo as investigações, os aviões — muitas vezes operando com prefixos clonados ou sem qualquer registro — partem de regiões remotas do Peru carregados com centenas de quilos de entorpecentes.

  • Pistas Clandestinas: Localizadas em áreas de difícil acesso na Amazônia peruana.

  • Modus Operandi: Voos curtos, em baixa altitude para evitar radares, cruzando a fronteira em direção aos estados do Acre, Amazonas e Mato Grosso.

  • O Destino: Grandes centros urbanos brasileiros e portos voltados para a exportação para a Europa.

Logística de Destruição

A política de "destruição in loco" é uma das ferramentas mais severas do governo peruano para desarticular a logística do crime organizado. Como muitas dessas aeronaves pousam em terrenos improvisados de onde não podem ser retiradas com facilidade pelas autoridades, o protocolo de segurança prevê a neutralização do ativo para evitar que ele seja reutilizado pelos criminosos.

"A destruição dessas aeronaves representa um prejuízo financeiro imediato para as organizações criminosas e interrompe o fluxo de abastecimento que alimenta a violência nas cidades brasileiras", afirmou um porta-voz das forças de segurança envolvidas na ação.

Vigilância Redobrada na Fronteira

A operação acende um alerta para a necessidade de maior integração entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e suas contrapartes vizinhas. O monitoramento do espaço aéreo continua sendo o maior desafio, dada a imensidão da malha amazônica e a facilidade com que pequenos aviões podem pousar em clareiras abertas no meio da mata.

Até o fechamento desta reportagem, não houve confirmação de prisões de pilotos brasileiros, embora a suspeita de recrutamento de profissionais estrangeiros pelos cartéis seja uma linha forte de investigação.

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