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BRASÍLIA – O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retomada imediata das investigações da Polícia Federal sobre o chamado "Caso Master". Em decisão proferida nesta manhã, o magistrado também autorizou a redução do nível de sigilo de partes do processo, permitindo maior transparência sobre o andamento das diligências.

A investigação, que estava paralisada por questões processuais, apura supostas irregularidades e movimentações financeiras atípicas envolvendo o grupo. Com a nova decisão, a PF ganha sinal verde para analisar materiais apreendidos e realizar novos depoimentos.
O que muda com a decisão
A decisão de Mendonça foca em dois pilares principais para o avanço do inquérito:
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Continuidade das diligências: A Polícia Federal poderá dar prosseguimento ao cronograma de investigação sem os entraves jurídicos que haviam suspendido o fluxo de trabalho.
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Transparência controlada: Ao reduzir o sigilo, o ministro permite que partes interessadas e órgãos de controle tenham acesso a trechos que antes eram restritos, embora dados sensíveis e informações de terceiros não relacionados continuem protegidos.
Contexto do Caso
O Caso Master envolve complexas teias de transações que despertaram o alerta de órgãos de fiscalização financeira. A paralisação temporária ocorreu após questionamentos da defesa sobre o rito de coleta de provas, ponto que parece ter sido superado com o novo despacho do ministro.
"A necessidade de elucidação dos fatos impõe a retomada do curso investigativo, garantindo-se, contudo, a preservação dos direitos individuais previstos na Constituição", destacou o ministro em trecho da decisão.
A expectativa agora é que a Polícia Federal apresente um relatório parcial nas próximas semanas, detalhando se os novos dados coletados corroboram as suspeitas iniciais ou se abrem novas frentes de apuração.