O custo de vida para o bolso do cuiabano registrou uma leve pressão na primeira semana de março. Após um período de oscilações, o valor da cesta básica na capital mato-grossense subiu 0,59%, atingindo o preço médio de R$ 791,03. O levantamento é do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).
De acordo com o boletim semanal, dos 13 itens que compõem o conjunto de alimentos essenciais, oito apresentaram alta. Apesar desse aumento recente, o cenário anual ainda é favorável ao consumidor: em comparação com o mesmo período de 2025 (quando a cesta custava R$ 811,92), o valor atual está 2,57% menor.
Os vilões e os aliados do consumidor
A alta no início do mês foi impulsionada principalmente por dois itens indispensáveis na mesa das famílias: a batata e o feijão.
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Batata (+8,91%): O quilo chegou à média de R$ 4,53. O motivo principal são as chuvas intensas nas regiões produtoras, que prejudicam a colheita e reduzem a oferta no mercado.
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Feijão (+4,06%): Com preço médio de R$ 7,18, o grão ficou mais caro devido à baixa produção nas lavouras, característica deste período que antecede a nova safra.
Por outro lado, o tomate foi o grande destaque positivo para quem quer economizar, registrando uma queda de 5,10%, com preço médio de R$ 6,04 o quilo. Especialistas apontam que, apesar das chuvas, a oferta segue estável, embora a qualidade dos frutos possa variar.
Confira as variações de outros itens:
Além do tomate, outros produtos ajudaram a segurar o índice geral:
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Açúcar: Queda de 1,52%
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Óleo de soja: Recuo de 0,94%
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Banana: Redução de 0,67%
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Café: Queda de 0,17%
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Pão Francês: Manteve o preço estável.
Análise
Para o presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, as variações são pontuais e não indicam uma aceleração inflacionária generalizada. "A atenção se mantém sobre itens com oferta mais restrita devido a fatores climáticos, mas o cenário geral ainda mostra um controle nos preços dos alimentos", destacou.