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Cesta básica sobe no início de março e chega a R$ 791 em Cuiabá

Publicada em: 10/03/2026 17:06 -

O custo de vida para o bolso do cuiabano registrou uma leve pressão na primeira semana de março. Após um período de oscilações, o valor da cesta básica na capital mato-grossense subiu 0,59%, atingindo o preço médio de R$ 791,03. O levantamento é do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).

De acordo com o boletim semanal, dos 13 itens que compõem o conjunto de alimentos essenciais, oito apresentaram alta. Apesar desse aumento recente, o cenário anual ainda é favorável ao consumidor: em comparação com o mesmo período de 2025 (quando a cesta custava R$ 811,92), o valor atual está 2,57% menor.

Os vilões e os aliados do consumidor

A alta no início do mês foi impulsionada principalmente por dois itens indispensáveis na mesa das famílias: a batata e o feijão.

  • Batata (+8,91%): O quilo chegou à média de R$ 4,53. O motivo principal são as chuvas intensas nas regiões produtoras, que prejudicam a colheita e reduzem a oferta no mercado.

  • Feijão (+4,06%): Com preço médio de R$ 7,18, o grão ficou mais caro devido à baixa produção nas lavouras, característica deste período que antecede a nova safra.

Por outro lado, o tomate foi o grande destaque positivo para quem quer economizar, registrando uma queda de 5,10%, com preço médio de R$ 6,04 o quilo. Especialistas apontam que, apesar das chuvas, a oferta segue estável, embora a qualidade dos frutos possa variar.

Confira as variações de outros itens:

Além do tomate, outros produtos ajudaram a segurar o índice geral:

  • Açúcar: Queda de 1,52%

  • Óleo de soja: Recuo de 0,94%

  • Banana: Redução de 0,67%

  • Café: Queda de 0,17%

  • Pão Francês: Manteve o preço estável.

Análise

Para o presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, as variações são pontuais e não indicam uma aceleração inflacionária generalizada. "A atenção se mantém sobre itens com oferta mais restrita devido a fatores climáticos, mas o cenário geral ainda mostra um controle nos preços dos alimentos", destacou.

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