As trocas de partidos feitos nos últimos dias por político que pretendem disputar as eleições gerais deste ano revelam que a convivência eleitoral pesa mais que a ideologias partidárias na escolha das siglas. A filiação às agremiações partidárias tem se tornado mera formalidade.

Segundo os frequentadores do núcleo duro do Boteco da Alameda, a alternância é reflexo da estrutura partidária, que permite a existência de “partidos de aluguel“, e das regras para ocupação de vagas no parlamento, que exigem dos candidatos a busca por siglas com “puxadores de votos“, que são nomes servem de “escada‘.
Com o fim dos prazos para troca de partido sem perda de mandato e para a filiação partidária, dia 4 de abril, alguns parlamentares na Terra de Rondon mudaram de sigla.
Políticos sem mandato, mas que estão em evidência, também anunciaram onde ficarão abrigados para o pleito eleitoral.
Se liga: nomes conhecidos da política nos últimos anos articulam o retorno ao cenário eleitoral.
Após períodos de afastamento, derrotas nas urnas ou atuação nos bastidores, essas lideranças voltaram a ser citados em conversas partidárias, pesquisas internas e movimentos públicos, reacendendo disputas e redesenhando alianças.
O fenômeno não é novo na política mato-grossense, mas ganha força em um contexto de polarização, reorganização partidária e busca por nomes conhecidos do eleitorado.
PS: as mudanças de partido mostram como são as movimentações dos grupos políticos que disputarão o pleito em 4 de outubro.
Eles estão posicionando as peças do jogo para a batalha eleitoral.
“Dança das cadeiras”
De olho nas eleições deste ano, políticos migram para partidos que tenham “puxadores de votos” para ter mais chances de serem eleitos “faz parte do jogo, mas isso são reflexos das mudanças eleitorais, que ao final e ao cabo, estão trazendo mais problemas do que solução“, disparou uma liderança política.
E segundo ainda essa liderança, “isso implica em pré-candidatos tenham que fazer essa dança das cadeiras para encontrar partidos onde você tenha aquilo que a gente vai chamar de puxadores de voto. Eu preciso estar no partido A, C ou C, que tenha dois ou três nomes que puxem 40 mil, 50 mil, 60 mil votos, para me dar a chance de ser eleito se eu tiver os meus 25 mil votos“.

Se liga!
A “Janela Partidária”, período em que os deputados estaduais podem trocar de partido sem perder o mandato, empossada em fevereiro de 2023, já está mudando a cara da 20° Legislatura da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT).
Nos últimos dias, alguns parlamentares foram a tribuna informar a filiação a novas siglas.
Até 4 de abril, quando a Justiça Eleitoral encerra o período de migração, novas mudanças devem ocorrer e repercutir no Parlamento.
Nota de rodapé: o ex-governador Zé Pedro Taques, na presidência do Diretório Estadual do PSB. Nenhum político em mandado até o momento no partido.
A pergunta que agita o Boteco da Alameda: a legenda de centro esquerda sumirá da ALMT? Ou vai empreender um novo momento na disputa eleitoral de 2026, sob a liderança de Zé Pedro Taques?
Vamos aguardar os próximos capítulos!
A matemática do jogo
A exceção de dois ou três legendas ideológicas, as demais guardam certa preocupação com os cálculos de cada deputado antes de se lançar a revoada em final de mandato não é ideológico. É matemático. Sabe-se por exemplo, que em 2022, o conjunto de candidatos de cada partido ou Federação Partidária precisará alcançar 73.794 mil votos para garantir a primeira cadeira na Casa de Leis.
Uma vaga de deputado federal por Mato Grosso, serão exigidos 219.550 mil votos na somatória da chapa.
Os partidos trabalham com quociente eleitoral na casa dos 230 mil votos e cinco partidos devem bater o quociente ou ao menos entrar no para disputar sobras: União Progressistas, PL, Repúblicanos e Federação da Esperança (PT/PV/PCdoB).
O cenário contrasta com 2022, quando três siglas concentraram todas as cadeiras.
Pega a visão!
Na primeira rodada em que se calcula o quociente partidário, as legendas arrebanham as suas primeiras cadeiras.
Na segunda rodada de distribuição das sobras, só concorrem partidos que alcançarem 80% do quociente eleitoral e, dentro das chapas partidárias, candidatos que obtiverem 20% do quociente eleitoral.
E na terceira rodada participam todas as legendas e candidatos que conquistaram pelo menos 10% do quociente eleitoral.
Até 4 de abril, quando se fecha a “Janela Partidária”, nessa ciranda de migrações, alguns sobreviverão a travessia e encontrarão o seu partido, ativo ou em falta no mercado. Outros serão largados pelo caminho.
O Boteco vai falar
Faltando 13 dias para o fechamento do “salve quem puder” (Janela Partidária) e definições de candidaturas, o Boteco da Alameda pergunta: quem vai sobreviver após o dia 4 de outubro?
No Partido Liberal (PL), a movimentação gira em torno de Coronel Assis, Coronel Fernanda e Thiago Boava, mirando duas cadeiras e mantendo o partido vivo na briga por sobras. Nelson Barbudo e Rodrigo da Zaeli, aparecem como azarões. A ex-prefeita Rosa Martinelli é tratada como nome com potencial de surpresa.
O Repúblicanos, aparece com uma trinca competitiva: Juarez Costa, Neri Geller e Dr. Leonardo, com expectativa de fechar uma cadeira e empurrar a segunda para o jogo das sobras.
No PSD, a estratégia passa por Nenelzinho Pinheiro e Irajá Lacerda, com meta de bater o quociente eleitoral ou ao menos atingir 80% do piso para disputar vaga nas sobras.
A Federação Brasil da Esperança, trabalha o núcleo com Rosa Neide e Neumar do Pátio, apostando em desempenho forte para entrar na disputa das sobras em confronto direto com os Repúblicanos, embora haja cetismo fora da Federação Brasil da Esperança sobre a capacidade de ultrapassar o piso com folga.
No emblemático União Progressistas (UP), o desenho inclui Fábio Garcia, Gisele Simone, a primeira dama Virgínia Mendes e o ex-deputado federal Nilson Leitão.
Gostou? Mande para os seus amigos. Não gostou, mande para os seus inimigos e segue o fluxo, porque… quem bejo, bejo, quem não bejo, não beja mais!


