As articulações para as eleições de 2026 ganharam um capítulo decisivo na noite desta sexta-feira (03). Em uma movimentação estratégica que mexe com o tabuleiro político de Mato Grosso, os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco e Paulo Araújo oficializaram a saída do União Brasil (UB).
Diferente das especulações iniciais que apontavam o Avante como destino, os parlamentares decidiram se filiar ao Agir, onde se juntam ao projeto liderado por Gilberto Figueiredo.

A Dança das Cadeiras
A mudança ocorre em um momento crucial de fechamento de chapas. Dilmar e Paulo Araújo, nomes de peso no Legislativo Estadual, buscam no Agir uma musculatura eleitoral mais favorável para a disputa pela reeleição.
A chegada da dupla ao partido fortalece o grupo de Gilberto Figueiredo, criando um "polo de influência" que promete ser um dos mais competitivos no pleito deste ano.
Resistência no União Brasil
Enquanto a debandada marca um novo rumo para Dilmar e Paulo, o deputado Sebastião Rezende optou pelo caminho inverso. Após intensas negociações e análises de cenário, Rezende decidiu "segurar a bandeira" e permanecer no União Brasil.
Com a permanência, Sebastião se consolida como o principal nome da legenda na busca por uma vaga na Assembleia Legislativa, herdando o espólio político e a estrutura partidária que o UB ainda mantém no estado.

O que esperar?
Essa "sacudida" nas siglas mostra que a fidelidade partidária tem dado lugar ao pragmatismo eleitoral. Para o eleitor de Mato Grosso, o cenário desenha uma disputa acirrada entre:
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O bloco do Agir: Agora robustecido com nomes experientes e capilaridade no interior.
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O União Brasil: Que tenta se manter relevante no estado mesmo após perdas significativas em sua bancada.
As próximas semanas serão decisivas para entender como a base governista e a oposição irão reagir a esse novo desenho das forças políticas.