O cenário para o deputado estadual Elizeu Nascimento em sua busca pelo sétimo mandato consecutivo parece mais nebuloso do que o esperado. Após trocar o PL pelo Novo em março, o parlamentar agora se depara com a dura realidade matemática do quociente eleitoral e a força — ou a falta dela — de sua nova chapa.

A "Chapa de Um Homem Só"?
Nos bastidores, o clima é de apreensão. Interlocutores próximos ao deputado sugerem que o otimismo da troca partidária deu lugar ao desespero tático. O motivo? A chapa montada pelo Novo para a Assembleia Legislativa é considerada "fraquíssima" por analistas políticos, o que deixa o peso da sobrevivência da sigla quase inteiramente nos ombros de Elizeu.
Diferente de grandes coligações ou chapas encorpadas, onde a sobra de votos de outros candidatos ajuda a puxar o detentor do mandato, no Novo a estratégia de "puro-sangue" pode isolar o deputado.
A Matemática Cruel
Elizeu Nascimento já sentou com a calculadora e os números não são animadores. Para garantir a reeleição dentro da atual configuração do partido, ele estima que precisará superar a marca dos 40 mil votos.
O Desafio em Números:
Votação em 2022: 22.415 votos.
Meta para 2026: +40.000 votos.
Esforço necessário: Praticamente dobrar seu desempenho nas urnas em apenas quatro anos.
O Tudo ou Nada
Sair de pouco mais de 22 mil votos para a casa dos 40 mil é uma tarefa hercúlea, especialmente em um cenário de polarização e renovação política. Sem "escada" na chapa para ajudar a atingir o quociente, Elizeu terá que fazer uma campanha de proporções majoritárias se quiser manter sua cadeira no Legislativo.
Resta saber se a militância do Novo e a base histórica do deputado serão suficientes para operar esse milagre matemático ou se a troca de legenda foi, na verdade, um salto no escuro.