Nova Bandeirantes – MT
O clima na Câmara Municipal de Nova Bandeirantes esquentou durante a última sessão ordinária. O vereador Juverci (PL) utilizou a tribuna para expressar seu descontentamento com declarações feitas pelo vereador Marino (MDB) em uma sessão anterior, que tratava da prestação de contas do ex-prefeito César

Entenda o Caso
A polêmica surgiu após o vereador Marino ter mencionado, em tom crítico, a ausência de vereadores na votação das contas do ex-gestor, utilizando expressões que Juverci considerou de "baixo escalão". Marino teria associado cadeiras vazias no plenário a uma suposta fuga de responsabilidades, citando ironicamente sintomas físicos como "dor de barriga".
veja https://youtu.be/T-0Vh_Yem7A
A Defesa de Juverci
Em sua fala, Juverci justificou sua ausência na sessão extraordinária do dia 26, explicando que já possuía um compromisso oficial agendado com o Deputado Gilberto Cattani. Ele ressaltou que protocolou um ofício informando a impossibilidade de comparecimento e que tentou, sem sucesso, adiar o horário da votação para garantir sua presença.
"Acho muito triste quando se fala do tempo de mandato e se usa uma palavra de baixo escalão para citar uma cadeira vazia, sendo que nesta Casa havia um ofício explicando minha ausência", declarou Juverci.
O parlamentar reforçou sua independência política, afirmando que seu voto favorável às contas (embora ausente na sessão em questão, mas manifestado posteriormente em plenário) baseou-se nos pareceres técnicos do Tribunal de Contas, da Controladoria e do setor jurídico da Câmara.
A Réplica de Marino
Por outro lado, o vereador Marino também fez uso da palavra para esclarecer que suas críticas não foram direcionadas nominalmente a nenhum colega. Segundo Marino, seu comentário foi uma observação geral baseada em sua experiência de 18 votações de contas na Casa, onde, segundo ele, é comum notar "estratégias de ausência" por parte de alguns parlamentares.
Conclusão
Juverci encerrou seu pronunciamento reafirmando seu compromisso com a população e pedindo mais respeito no trato entre os parlamentares. "Não é tempo de mandato que faz a capacidade, é a vontade de fazer o bem e ter um coração sem maldade", pontuou.