EUA e 14 países das Américas anunciam ação conjunta contra 24 organizações narcoterroristas; PCC e CV na lista

A iniciativa reúne Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago. Os países participantes afirmam que pretendem ampliar a cooperação em três áreas definidas como pilares do chamado Escudo das Américas: econômica, segurança e coordenação multilateral.
Segundo a declaração, a primeira ação conjunta será voltada ao enfrentamento das organizações que os governos consideram uma ameaça à paz e à segurança do hemisfério. Entre as medidas previstas estão o congelamento de bens, restrições de imigração e vistos para membros, associados e apoiadores dos grupos e responsabilização criminal de indivíduos que conscientemente forneçam apoio material, inclusive logístico.
O documento ressalta que as medidas deverão ser adotadas conforme as obrigações legais internacionais e nacionais de cada país. A declaração também prevê ações individuais e coletivas contra as organizações relacionadas na lista.
Entre os grupos citados estão Mara Salvatrucha (MS-13), Trem de Aragua, Cartel de Sinaloa, Cartel de Jalisco Nueva Generación (CJNG), Clã do Golfo, Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho. A relação completa reúne 24 organizações.
Também aparecem na lista organizações como Cartel del Golfo, Cartel do Nordeste, Gran Grif, Viv Ansanm, Los Lobos, Los Choneros, Bairro 18, Cartel de Los Soles, Assassinos Chone, Os Viagras, Cartel de Juárez, ELN, Sendero Luminoso e Los Tiguerones. O documento inclui ainda grupos dissidentes das FARC e seus afiliados ou sucessores.

Além das medidas de segurança, os países participantes declararam intenção de ampliar a cooperação econômica, inclusive por meio de mecanismos de triagem de investimentos e da proteção das cadeias de fornecimento de minerais críticos.
A declaração também menciona a adoção de regulamentações para fornecedores considerados confiáveis na área de infraestrutura digital, com aplicação não discriminatória. O documento relaciona segurança duradoura ao desenvolvimento econômico, à geração de empregos estáveis e à ampliação de oportunidades para a população.
Na área de segurança, os participantes pretendem aprimorar o compartilhamento de informações, facilitar, quando apropriado, o acesso a tecnologias e capacidades de segurança, ampliar treinamentos e intercâmbios profissionais e compartilhar melhores práticas.
A declaração também prevê uma iniciativa no âmbito da Organização dos Estados Americanos (OEA). Os países participantes pretendem apresentar conjuntamente um pedido formal ao presidente do Conselho Permanente da organização para convocar uma reunião de consulta.
A proposta é discutir o estabelecimento de um Órgão de Consulta, com base nos artigos 6 e 13 do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca, conhecido como Tratado do Rio. Caso a reunião seja convocada, os participantes pretendem participar em nível ministerial para analisar uma resolução voltada à ação coletiva contra as organizações listadas.
Os países do Escudo das Américas que atualmente não são partes do Tratado do Rio declararam apoio à iniciativa e manifestaram intenção de contribuir dentro dos limites de suas respectivas obrigações jurídicas.
Ao final, os governos participantes reafirmam a intenção de unir esforços para defender a soberania dos países envolvidos por meio da aplicação coletiva de sanções e outras medidas contra as 24 organizações relacionadas na declaração.
FONTE-NOTICIA EXATA






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