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PSB articula filiações estratégicas e mira Carlos Favaro em meio à reorganização eleitoral para 2026

Publicada em: 29/01/2026 08:09 -

Com a aproximação do calendário eleitoral de 2026, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) intensificou articulações políticas para ampliar seu espaço no cenário nacional e regional, buscando atrair aliados do governo federal que enfrentam impasses internos em suas legendas de origem.

Entre os nomes cotados estão a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), e o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Carlos Fávaro (PSD), ambos mencionados como possíveis candidatos ao Senado, movimento que pode redefinir alianças e reposicionar forças políticas nos principais colégios eleitorais do país.

No caso de Carlos Fávaro, a eventual mudança partidária é avaliada no PSB como estratégica, uma vez que o ministro possui forte influência política em Mato Grosso e poderia levar consigo parte significativa de seu grupo, ampliando a presença da sigla no Centro-Oeste.

Essa migração, contudo, encontra um obstáculo central no plano estadual, já que o comando do Diretório do PSB em Mato Grosso passou recentemente ao ex-governador Pedro Taques, adversário político histórico de Carlos Fávaro, o que, na prática, inviabiliza a construção de um projeto comum no estado.Além dos ministros, o PSB também sondou outras lideranças nacionais. Segundo relatos, o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD/MG) foi procurado por interlocutores do partido. Embora o parlamentar tenha manifestado a intenção de se afastar da vida pública, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda trabalha para convencê-lo a disputar o governo de Minas Gerais, considerado estratégico para o projeto de reeleição presidencial.

O movimento do PSB concentra-se especialmente em quadros da equipe ministerial que enfrentam incertezas partidárias, sobretudo em siglas que avaliam lançar candidaturas próprias à Presidência da República.

No PSD, por exemplo, o aval do presidente nacional Gilberto Kassab à pré-candidatura do Governador do Paraná, Ratinho Júnior, cria dificuldades para que Carlos Fávaro apoie formalmente Lula em um eventual cenário de disputa nacional, ampliando as tensões internas e as possibilidades de rearranjos partidários.

Qualquer alteração mais profunda no tabuleiro político, no entanto, deverá passar pelo crivo do Palácio do Planalto. A menos de um ano das eleições, o governo avalia alternativas para consolidar palanques regionais competitivos. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, uma das hipóteses consideradas é uma candidatura de Simone Tebet ao Senado pelo PSB, o que exigiria a transferência de seu domicílio eleitoral.

Paralelamente, a sigla trabalha para manter Geraldo Alckmin como vice na chapa presidencial de Lula, posição que o ex-governador paulista já deixou claro considerar prioritária, condicionando qualquer novo projeto eleitoral à repetição da aliança vitoriosa de 2022. 

 

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