Por Meire Machado
A reforma tributária não será um evento.
Será um processo de transição que vai expor, com clareza, quem está preparado — e quem não está.

Durante anos, muitas empresas operaram com estruturas fiscais frágeis, sustentadas por adaptações pontuais e ausência de planejamento de longo prazo.
Esse modelo não sobreviverá.
A nova lógica tributária exigirá:
- Organização estrutural
- Clareza na formação de custos
- Controle rigoroso de créditos
- Capacidade de adaptação estratégica
Quem hoje não conhece com precisão sua carga tributária, sua margem real e sua estrutura operacional, enfrentará um cenário de incerteza perigosa.
A reforma não cria apenas novas regras.
Ela elimina zonas de conforto.
Empresas que não revisarem seus processos agora tendem a enfrentar:
- Aumento indireto de carga tributária
- Perda de competitividade
- Dificuldade de precificação
- Risco de inconsistências fiscais
O impacto não será imediato para todos.
Mas será inevitável para quem ignorar o movimento.
Planejamento tributário deixou de ser diferencial.
Passou a ser condição de sobrevivência.
Antecipar cenários não é excesso de cautela.
É gestão responsável.
Porque, na prática, a reforma não penaliza.
Ela apenas revela quem já estava vulnerável.
Meire Machado
Contadora CRC MT 020122/O-3
Especialista em Planejamento, Compliance e Prestação de Contas Eleitoral