Em um movimento inesperado que sacode os bastidores da política estadual, o partido Agir oficializou o cancelamento das filiações dos deputados estaduais Paulo Araújo e Dilmar Dal Bosco. A decisão ocorre em um momento crítico, no fechamento da janela partidária, e altera drasticamente os planos das lideranças para o próximo pleito.

O Motivo do Desembarque Forçado
De acordo com fontes internas, o recuo do partido estaria ligado a uma estratégia de sobrevivência da chapa proporcional. A entrada de dois nomes com mandatos vigentes e "pesos pesados" de votos estaria gerando desconforto entre os pré-candidatos da base, que temiam perder espaço para as figuras já estabelecidas.
"A política é a arte da viabilidade. Às vezes, para garantir o crescimento de um grupo, é preciso rever composições que pareciam certas", afirmou um interlocutor da sigla sob condição de anonimato.
Impacto para os Deputados
Tanto Paulo Araújo quanto Dilmar Dal Bosco são nomes influentes na Assembleia Legislativa e agora correm contra o relógio para garantir uma legenda que sustente suas candidaturas.
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Paulo Araújo: Conhecido pela forte atuação na área da saúde, o parlamentar busca um grupo que ofereça segurança jurídica e tempo de TV.
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Dilmar Dal Bosco: Líder experiente, Dilmar possui uma base consolidada no interior, o que o torna um "passe valorizado", apesar da instabilidade gerada pela saída do Agir.
O Cenário nas Próximas Horas
Com a saída confirmada, o cenário agora é de negociações intensas nos bastidores. Outras siglas já começaram a se movimentar para atrair os deputados, visando fortalecer suas bancadas.
O que esperar agora:
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Redefinição de chapas: Partidos menores podem ver na chegada dos deputados uma chance de atingir o quociente eleitoral.
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Pronunciamentos oficiais: Espera-se que, nas próximas horas, os parlamentares se manifestem sobre o novo destino partidário.