Nova Bandeirantes-MT – Em um discurso marcado pela indignação e pela defesa dos moradores do assentamento Japurana, o vereador Joverci (PL) utilizou a tribuna da Câmara Municipal para rebater declarações de um deputado estadual que, segundo ele, estaria faltando com a verdade sobre o processo de regularização de terras na região.

O Nó da Questão: A Regularização do Japurana
O parlamentar municipal apresentou documentos e um banner detalhando a autorização do INCRA, obtida há mais de dois anos, que permite à Associação Nova União contratar serviços de georreferenciamento. Joverci enfatizou que o trabalho técnico já está autorizado e que tentativas políticas de "atropelar" ou paralisar o processo atual prejudicam diretamente as famílias assentadas.
"Eu carrego esse documento há anos. O assentamento Japurana é legalizado desde 1999. O que trava esse município? Será que temos problemas maiores que o restante do Brasil ou o problema tem nome e sobrenome?", questionou o vereador.
Críticas à "Paternidade" de Projetos
Joverci criticou o que chamou de "oportunismo político", referindo-se a um deputado que estaria tentando se promover como o único responsável pelas ações de reforma agrária no município. O vereador relatou que, no passado, houve até pedidos para paralisar trabalhos técnicos apenas para evitar que ele recebesse o crédito pela viabilização do projeto.
O vereador também mencionou a estrutura de atendimento do INCRA na cidade, ressaltando que, embora o trabalho atual seja importante, a população não pode ser enganada por promessas que ignoram o histórico de lutas da comunidade.
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Compromisso com o Legado
Emocionado em certos pontos, Joverci destacou que sua motivação é garantir que os moradores tenham o título definitivo de suas terras como herança para as próximas gerações.
"Será que vou morrer velho e não vou ver o documento para deixar de herança para nossos filhos? Eu me doei para estar aqui nesta tribuna e fazer isso chegar à população", desabafou.
Próximos Passos
O vereador encerrou sua fala reafirmando que continuará cobrando as autoridades estaduais e federais e que não aceitará que a verdade seja distorcida em prol de interesses eleitorais. A expectativa agora é que o debate ganhe novos capítulos na Assembleia Legislativa, dada a gravidade das acusações de interferência política em processos técnicos do INCRA.