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Pesquisa: disputa aberta aumenta a chance de um 2º turno inédito

Publicada em: 23/05/2026 08:37 -

MT Dados mostra Wellington (PL) na liderança, crescimento de Pivetta (Republicanos) e cenário ainda indefinido a menos de 5 meses das eleições

A nova pesquisa MT Dados sobre a disputa pelo Governo de Mato Grosso movimentou os bastidores políticos do Estado ao indicar um cenário eleitoral ainda indefinido.

E, pela primeira vez desde a redemocratização, com chances concretas de segundo turno na eleição para governador.O levantamento foi realizado entre os dias 12 e 17 de maio em 45 municípios mato-grossenses, ouvindo presencialmente 1.500 eleitores.As cidades pesquisadas representam cerca de 77% do eleitorado estadual.

A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.O principal dado observado por analistas políticos é a dificuldade de qualquer candidato atingir os 50% mais um dos votos válidos necessários para vencer ainda no primeiro turno.Desde a Constituição de 1988, Mato Grosso jamais realizou segundo turno para o Governo do Estado.Até hoje, todas as eleições estaduais foram decididas logo na primeira etapa da disputa.A pesquisa mostra o senador Wellington Fagundes (PL) na liderança das intenções de voto, seguido pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e pelo senador Jayme Campos (União Brasil).

A médica Natasha Slhessarenko (PSD) aparece em um segundo bloco, ainda distante dos principais concorrentes.

No principal cenário estimulado de primeiro turno, Wellington aparece com 27% das intenções de voto. Pivetta soma 20%, enquanto Jayme Campos registra 14%. Natasha aparece com 7%.

Apesar da liderança de Wellington, a margem de erro coloca o senador tecnicamente empatado com Otaviano Pivetta.

O mesmo ocorre entre Pivetta e Jayme Campos, demonstrando que o quadro permanece aberto e sujeito a mudanças nos próximos meses.

Outro fator considerado decisivo é o elevado número de indecisos.

Nesse cenário principal, 25% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar ou disseram estar indecisos. Outros 7% declararam intenção de votar branco ou nulo.

Na pesquisa espontânea — quando os nomes dos candidatos não são apresentados ao eleitor — Wellington Fagundes aparece com 10%, enquanto Otaviano Pivetta e Jayme Campos registram 7% cada. Natasha Slhessarenko soma 3%.

Entretanto, o dado mais expressivo da espontânea é o percentual de indefinição: 61% dos entrevistados disseram não saber ou não responderam. Outros 10% declararam intenção de votar branco ou nulo.

Para analistas políticos, os números mostram que a campanha eleitoral propriamente dita ainda não começou e que os próximos 133 dias serão decisivos para consolidação ou mudança dos cenários.

Nos bastidores, lideranças políticas já avaliam que o momento de recuos e fusões de candidaturas pode ter ficado para trás.

“A fase de recuar e compor já passou”, afirmou um experiente ex-parlamentar ouvido pelo DIÁRIO.

O levantamento também mediu o chamado potencial de voto, indicador que avalia a disposição do eleitor em votar ou rejeitar determinado candidato.Wellington Fagundes possui 21% de certeza de voto e 23% de eleitores que afirmam que poderiam votar nele. Outros 13% dizem que não votariam no senador “de jeito nenhum”.Mesmo liderando, Wellington ainda apresenta desafios importantes.O senador possui 17% de entrevistados que afirmam não conhecê-lo e 27% que disseram não saber avaliar sua candidatura.O levantamento foi realizado antes da divulgação das denúncias envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, tema que passou a repercutir nacionalmente nos últimos dias.Ainda não há avaliação sobre eventual impacto desse episódio nas candidaturas bolsonaristas em Mato Grosso.

Otaviano Pivetta, atual governador, aparece com 11% de certeza de voto e 20% de eleitores que afirmam que poderiam apoiá-lo.Por outro lado, 10% disseram que não votariam nele de maneira alguma.O dado que mais chama atenção no caso de Pivetta é o desconhecimento.Mesmo ocupando o comando do Governo do Estado e tendo forte exposição institucional nos últimos anos, 27% dos entrevistados disseram não conhecê-lo, enquanto 32% responderam que ainda não sabem avaliar sua candidatura.Jayme Campos aparece com 8% de certeza de voto e 16% de eleitores que afirmam que poderiam votar nele.O senador também enfrenta dificuldades internas dentro do União Brasil, partido dividido entre apoiar sua candidatura própria ou manter alinhamento com o grupo político de Mauro Mendes e Otaviano Pivetta.Natasha Slhessarenko, estreante em disputas eleitorais, registra 3% de certeza de voto e 9% de potencial eleitoral.O percentual de desconhecimento ainda é elevado: 41% afirmam não conhecê-la.A pesquisa também realizou seis cenários de segundo turno.Em todos eles, Wellington Fagundes aparece em posição favorável, impulsionado principalmente pelo eleitorado ligado ao bolsonarismo em Mato Grosso.Apesar disso, especialistas avaliam que o cenário segue extremamente aberto e sujeito às mudanças naturais do processo eleitoral, principalmente diante do elevado índice de indecisos e da intensidade das articulações políticas que devem ocorrer até outubro

FONTE-DIARIO CUABA

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